Adriana

Sou Adriana, fui diagnosticada com câncer de mama, no ano de 2016, após um longo processo de investigação, originado em um exame de mamografia de rotina o qual apresentou uma alteração.


Após o diagnóstico, fui submetida a cirurgia de mastectomia e posteriormente aos tratamentos de quimioterapia, radioterapia e atualmente continuo o tratamento com a hormonioterapia. O diagnóstico do câncer nos coloca de frente com a brevidade de nossa vida e ao mesmo tempo nos mostra a nossa força interior que nos direciona para uma nova vida com novas atitudes. Muitos hábitos do nosso cotidiano precisam ser modificados, entre eles destaco: a alimentação que deve ser o mais saudável possível, evitar alimentos processados e industrializados, a prática semanal de exercícios físicos e o que me ajudou  antes, durante e depois do tratamento foi a prática do yoga e da meditação, afinal, como diz o provérbio “Mente  sã, corpo são”.


Ressalto que após o tratamento, seremos pacientes oncológicos para sempre, mas isso não pode paralisar a nossa vida e nem  nos tornar pessoas fragilizadas e limitadas, teremos altos e baixos e isto é comum em qualquer situação de doença, devemos  nos permitir ficar tristes em alguns momentos, mas jamais podemos deixar de sorrir, sonhar e acreditar que tudo irá passar. Quero deixar registrado aqui minha gratidão a Deus, por esta oportunidade de vida, que acredito ser a minha melhor vida, mais focada, mais generosa, mais compreensiva, menos exigente e focada no momento presente.


Lembro que o câncer de mama detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentam as chances de tratamento e cura. As mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias. Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas e  salvar  a  sua  vida.


A luta é árdua, mas a vitória é certa, juntos somos mais fortes! Agradeço a ONG Rosa Mulher, por esta oportunidade de nos dar vez e voz!

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